Indústria 4.0 - por Elcio Sotkeviciene

Inova em Foco

01 Março, 2018

Lá pelo século XVIII, a produção industrial se dava por meios mecânicos, movidos a vapor. Era o que chamamos indústria 1.0. 

No início do século XX, com a produção em massa, surgiram as linhas de montagem para garantir volumes sequencialmente obtidos com razoável produtividade.

Nos anos 70, com a robotização da indústria e seus processos de automação chegava-se à era de grande importância pois a informação era o centro. Tínhamos aqui a indústria 3.0.

Iniciado na Alemanha e em expansão global, estamos vivendo a era da digitização, com foco em integrar cadeias de valor tanto para produtos como para serviços. A conexão entre equipamentos e seres humanos traz a fábrica inteligente.

O grande segredo está em ter capacidade para gerar, analisar e acima de tudo comunicar dados, por toda a cadeia gerando o bem ou serviço que o cliente esteja disposto a pagar, que se traduz no valor.

Quanto maior a capacidade de gerar informação, maior o benefício para o negócio.

Um olhar interno para a indústria traz-nos a visão de que os processos da organização digitizados e por consequência integrados, considerando todos os dados relativos a eficiência dos processos e gestão da qualidade ficam disponíveis e otimizados, em rede integrada, onde o acesso oferece as condições analíticas para a melhoria contínua.

O uso intenso da leitura digital, quer pelo uso de recursos como RFID (Radio Frequence Identification) ou por outros recursos de leitura ótica, em dados apostos a componentes, já informam aos robôs o que significa aquele componente e qual o processo que o robô deverá executar e com que grau de precisão, fazendo com que os robôs atuem de forma integrada na leitura continuada dos processos produtivos com aproveitamento integral das capacidades operacionais de cada um deles, sem perdas.

O mesmo se dá ao final dos processos produtivos, integrando as informações para estocagem e distribuição física, seja em produções para estoque, seja em produções por encomenda.

Produções que anteriormente eram para estoque com base em estudos de demanda, podem também se transformar em produções por pedido, inovando no segmento automotivo, como faz a FCA, em Goiana Pernambuco, que produz seus produtos com base em pedidos em um segmento clássico de produção para estoque.

A informação é a base de tudo, também quando se integra a cadeia supridora desde os fornecedores até o cliente final, isto porque na indústria 4.0, com o elevado refinamento do trato das informações, tratando a cada vez maior diversidade de produtos que  vão surgindo objetiva atender as mais variadas demandas dos clientes, cada vez com produtos e serviços mais customizados, sem com isto gerar ineficiência na cadeia produtiva, com estoques ilíquidos.

Serviços que representam parte importante da economia também encontram nos moldes da indústria 4.0 soluções digitais inovadoras com serviços completos desenvolvidos com base em informações.

O que era uma tendência está se transformando em realidade, o que demandará, dos empresários nacionais o comprometimento em significativos investimentos, para gerar uma capacidade expressiva em análise e tratamento de dados, gerando com isto enormes saltos de desempenho, trazendo para os negócios quem realmente detém o poder que são os clientes, sem deixar de lado o foco nas pessoas, cultura e segurança para impulsionar a grande transformação, gerada pelo modelo Indústria 4.0.

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